Por Glailton Costa.
A cada dia que se passa, as redes sociais conquistam mais usuários e mostram cada vez mais seu potencial como fonte de informação e de entretenimento. Observando isso, o FBI busca uma ferramenta para o monitoramento das mesmas, objetivando, através dos dados colhidos, identificar possíveis ameaças aos EUA.
De acordo com o documento RFI (Request for Information), “O aplicativo deve ter capacidade de rapidamente reunir informações públicas críticas e de inteligência que vão permitir que o Centro Estratégico de Informações e Operações possam analisar imediatamente a identidade e a localização de um internauta”. Portanto, para o FBI, a ferramenta terá que ser capaz de emitir alertas através de mapas, de modo que seus usuários possam ser capazes de responder, facilmente, a perguntas (quem, o quê, quando, onde e por que) sobre possíveis ameaças detectadas pelo sistema.
O FBI vê as redes sociais como grande aliada, uma vez que as mesmas já vêm ajudando policiais, bombeiros e repórteres na descoberta de incidentes e protestos. Um porta-voz do FBI disse que a ferramenta será utilizada para capturar apenas informações públicas. Disse, ainda, que a mesma não focará em indivíduos ou grupos específicos. Ainda assim, essa ferramenta só começará a ser utilizada depois que passar por uma fiscalização, foi o que declarou Ginger McCall, diretor do Centro de Privacidade de Informações Eletrônicas (CPIE) do Projeto Open Source do Governo dos EUA.
Para Ginger McCall, essa ferramenta pode querer coletar não apenas dados públicos, mas também dados privados dos internautas. Recentemente, o CPIE descobriu que o Departamento de Segurança Nacional do país estava realizando um monitoramento parecido com o que o FBI deseja fazer. "Eles não deveriam estar monitorando a oposição ou reações às principais propostas políticas", disse McCall. Com isso, a ferramenta poderia ser utilizada para coletar a opinião publica para agencias governamentais especificas. Ainda segundo Ginger McCall, antes do uso de qualquer ferramenta, é preciso ter certeza de que não haverá invasão de privacidade para que a mesma possa operar legalmente.
Fonte : ComputerWorld (EUA).
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